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17/09/2021

Comunicado do Conselho Permanente da CEP

Comunicado da reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa em Fátima, a 14 de Setembro de 2021, sobre a pandemia e muito mais...



1. Tendo em conta a situação actual da evolução da pandemia, continuaremos a realizar as nossas celebrações e actividades pastorais com os devidos cuidados sanitários e de segurança, quanto à higienização, uso de máscaras e razoável distanciamento. 

Recomendamos que, com os devidos cuidados e observância das normas, sejam dignificadas as exéquias cristãs e se realizem as procissões e outras actividades pastorais, como a catequese e outros encontros. 

De acordo com o evoluir da situação e as orientações das autoridades de saúde, serão tomadas novas orientações na reunião do Conselho Permanente de Outubro e, sobretudo, na Assembleia Plenária de 8-11 de Novembro. 


2. Sobre o processo sinodal convocado pelo Santo Padre para toda a Igreja, que vai decorrer de Outubro de 2021 a Outubro de 2023, sobre o tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, o Conselho tomou nota das orientações vindas da Secretaria Geral do Sínodo, expressas no Documento Preparatório e no Vademecum com os seus quatro anexos, e salientou o seguinte no que diz respeito às Dioceses e à Conferência Episcopal: 

- Cada Diocese fará a abertura do processo sinodal numa celebração litúrgica, no dia 17 de Outubro de 2021. 

- Cada Bispo Diocesano nomeará uma Pessoa de Contacto e uma Equipa Sinodal Diocesana para coordenar e dinamizar o processo (essa equipa manterá funções até 2023 e a seguir, na fase de recepção do Sínodo). 

- As perguntas essenciais e as dez áreas temáticas encontram-se no Vademecum

- No final do processo, cada Diocese fará uma Síntese de 10 páginas, segundo metodologia apresentada no Vademecum e anexos, a qual deverá ser enviada ao Secretariado Geral da CEP até finais de Março. 

- Também até finais de Março, cada Diocese fará uma Reunião Pré-Sinodal, centrada na celebração da Eucaristia, apresentando nessa altura a Síntese preparada. 

- A partir das Sínteses diocesanas, um grupo nomeado pela CEP fará a Síntese final, também de dez páginas, a ser enviada em Abril à Secretaria Geral do Sínodo. 

- A Reunião Pré-Sinodal da CEP coincidirá com a Assembleia Plenária de 25-28 de Abril de 2022.

- O Secretário da CEP será a Pessoa de Contacto com a Secretaria Geral do Sínodo. 


3. O Conselho apreciou uma proposta de agenda para a próxima Assembleia Plenária, a qual terá a sua aprovação final na reunião do Conselho Permanente de Outubro. 


4. No âmbito da JMJ Lisboa 2023, o Conselho aprovou uma proposta de estudo “Jovens, fé e futuro”, que será realizado pelo Centro de Estudos em Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa. 

Congratulou-se ainda pelo bom andamento da peregrinação dos Símbolos (Cruz e Ícone de Maria) em Angola, na Polónia e agora na Espanha, antes de se iniciar nas Dioceses portuguesas a partir de Novembro de 2021. 


5. O Conselho manifestou a sua congratulação pelo início da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, cuja inauguração aconteceu hoje [14 de Setembro]. 


6. O Conselho expressou a sua oração e homenagem a dois homens recentemente falecidos: Dr. Acácio Catarino, sempre atento às questões sociais, nomeadamente como Presidente da Cáritas Portuguesa; Dr. Jorge Sampaio, pelo serviço à democracia e à sociedade, como Presidente da República e em vários cargos a nível internacional. 


7. O Conselho apelou ainda ao direito e dever dos cidadãos em participarem nas próximas eleições autárquicas através do seu voto livre, consciente e democrático.

20/08/2021

VERSÃO DEFINITIVA das Nomeações do Clero para 2021/22


Nesta sexta-feira, 20 de Agosto, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, publicou mais um decreto de nomeação em que o Padre Daniel Alexandre dos Santos Rodrigues (actual pároco de Côja) é nomeado “pároco
in solidum de Alvorge, Ansião, Degracias, Lagarteira, Pombalinho, Santiago da Guarda e Torre de Vale Todos, sendo moderador o Padre João Fernando Marques Dias”.

Assim sendo, aqui ficam as nomeações do Clero na Diocese de Coimbra para o ano pastoral de 2021-2022 na sua versão definitiva após os decretos de 28 de Julho, 6 de Agosto e 20 de Agosto de 2021:


Pe. António Joaquim Farinha Domingues – pároco de Casal de Ermio, Foz de Arouce, Lousã, Serpins e Vilarinho, mantendo o ofício de Chanceler da Cúria Diocesana.

Pe. António Manuel Andrek Hombo – Pároco de Ameal, Arzila, Pereira do Campo, Ribeira de Frades, Santo Varão e Taveiro.

Pe. Daniel Alexandre dos Santos Rodrigues – Pároco in solidum de Alvorge, Ansião, Degracias, Lagarteira, Pombalinho, Santiago da Guarda e Torre de Vale Todos, sendo moderador o Pe. João Fernando Marques Dias.

Pe. Daniel José Figueiredo Mendes – será nomeado pelo Bispo de Leiria-Fátima, com a anuência do Bispo de Coimbra, como Assistente Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima. 

Pe. Francisco Elói Martinho Prior Claro – pároco de Trouxemil, mantendo-se pároco das reitorias de Coselhas, Imaculado Coração de Maria e Pedrulha e cessando as funções de vigário paroquial de Santa Cruz de Coimbra.

Pe. João Nuno Frade Marques Castelhano – vigário paroquial de Anceriz, Arganil, Barril, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira, Coja, Folques, Moura da Serra, Piódão, Pomares, Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo, Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva. 

Pe. José Kamutali Tomás – pároco in solidum com o Pe. Manuel da Silva Paiva, de Ázere, Candosa, Carapinha, Covas, Covelo, Espariz, Meda de Mouros, Midões, Mouronho, Pinheiro de Coja, Póvoa de Midões, São João da Boavista, Sinde, Tábua e Vila Nova de Oliveirinha. 

Pe. Lucas Pio Francisco Farias da Silva – pároco de Anceriz, Barril, Benfeita, Cepos, Cerdeira, Coja, Moura da Serra, Piódão, Pomares, Teixeira, Vila Cova do Alva, mantendo-se pároco de Arganil, Celavisa, Folques, Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo e Secarias.

Pe. Manuel Pinto Caetano – cessa as funções de pároco de Friúmes, Oliveira do Mondego, Paradela da Cortiça, S. Paio do Mondego, São Pedro de Alva e Travanca do Mondego (paróquias para as quais foram nomeados o Pe. João Kakweya e o Pe. João Baptista Somboti, sendo que só agora as puderam assumir).

Pe. Orlando José Carrasqueira Martins – pároco de São Julião da Figueira da Foz.

Pe. Pedro Alexandre Pinto dos Santos – pároco in solidum com o Cónego Sertório Baptista Martins, que assume a função de moderador, das paróquias de Nossa Senhora de Lurdes, Santa Cruz, Sé Nova e Sé Velha de Coimbra; coordenador e mestre-de-cerimónias das celebrações diocesanas.

Pe. Pedro Manuel Quintas Franco Nunes Pedro – pároco de Castelo Viegas, Ceira e Torres do Mondego.

07/08/2021

Segunda ronda de nomeações de clero 2021

Depois das nomeações publicadas no passado dia 28 de Julho (veja AQUI), o Bispo de Coimbra publicou ontem, 6 de Agosto de 2021, um novo decreto de nomeações de clero para o ano pastoral de 2021. Este novo decreto altera o anterior, nomeadamente, em relação à nomeação do novo pároco da Unidade Pastoral da Lousã, que já não será aquele que estava inicialmente nomeado. Consequentemente, há também alterações no Baixo Mondego (de onde sairá o futuro pároco da Lousã, que se mantém como Chanceler da Cúria). 

Eis o teor deste novo documento datado de 6 de Agosto:

P. António Joaquim Farinha Domingues – pároco de Casal de Ermio, Foz de Arouce, Lousã, Serpins e Vilarinho, mantendo o ofício de Chanceler da Cúria Diocesana.

P. António Manuel Andrek Hombo – Pároco de Ameal, Arzila, Pereira do Campo, Ribeira de Frades, Santo Varão e Taveiro.


29/07/2021

Nomeações do clero para 2021/22

O Bispo de Coimbra, Dom Virgílio do Nascimento Antunes, publicou a 28 de Julho de 2021 as seguintes nomeações do Clero para o ano pastoral de 2021-2022:


Padre Daniel Alexandre dos Santos Rodrigues – pároco de Águas Belas, Ferreira do Zêzere, Igreja Nova do Sobral e Pias.

Padre Daniel José Figueiredo Mendes – será nomeado pelo Bispo de Leiria-Fátima, com a anuência do Bispo de Coimbra, como Assistente Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima. 

Padre Francisco Elói Martinho Prior Claro – pároco de Trouxemil, mantendo-se pároco das reitorias de Coselhas, Imaculado Coração de Maria e Pedrulha e cessando as funções de vigário paroquial de Santa Cruz de Coimbra.

Padre João Nuno Frade Marques Castelhano – vigário paroquial de Anceriz, Arganil, Barril, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira, Coja, Folques, Moura da Serra, Piódão, Pomares, Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo, Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva. 

Padre José Kamutali Tomás – pároco in solidum com o Padre Manuel da Silva Paiva, de Ázere, Candosa, Carapinha, Covas, Covelo, Espariz, Meda de Mouros, Midões, Mouronho, Pinheiro de Coja, Póvoa de Midões, São João da Boavista, Sinde, Tábua e Vila Nova de Oliveirinha. 

Padre Lucas Pio de Freitas Faria – pároco de Anceriz, Barril, Benfeita, Cepos, Cerdeira, Coja, Moura da Serra, Piódão, Pomares, Teixeira, Vila Cova do Alva, mantendo-se pároco de Arganil, Celavisa, Folques, Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo e Secarias.

Padre Manuel Pinto Caetano – cessa as funções de pároco de Friúmes, Oliveira do Mondego, Paradela da Cortiça, S. Paio do Mondego, São Pedro de Alva e Travanca do Mondego.

Padre Orlando José Carrasqueira Martins – pároco de São Julião da Figueira da Foz.

Padre Pedro Alexandre Pinto dos Santos – pároco in solidum com o Cónego Sertório Baptista Martins, que assume a função de moderador, das paróquias de Nossa Senhora de Lurdes, Santa Cruz, Sé Nova e Sé Velha de Coimbra; coordenador e mestre-de-cerimónias das celebrações diocesanas.

Padre Pedro Manuel Luís – pároco de Casal de Ermio, Foz de Arouce, Lousã, Serpins e Vilarinho.

Padre Pedro Manuel Quintas Franco Nunes Pedro – pároco de Castelo Viegas, Ceira e Torres do Mondego.

15/02/2021

COM CORAGEM CRIATIVA, LEVANTA-TE!

Mensagem do Bispo de Coimbra para a Quaresma 2021

Estamos a passar por dificuldades que não conhecíamos. Afectados no corpo e no espírito, na família, na economia e nas relações sociais, sofremos com a solidão, com a perda dos recursos materiais, com a doença e com a morte, pois tudo isso está em nossa casa, à nossa porta e na comunidade humana com a qual somos solidários.

Sentimo-nos seriamente tocados pela fé no Deus Salvador, que anunciamos, mas que, agora, se torna mais palpável na pessoa dos nossos irmãos, ansiosos por palavras e gestos concretos de consolação, que aliviem as suas dores e sejam portadores da esperança que não morre. 

Reconhecemos e agradecemos a força de humanidade, fraternidade, solidariedade e amor arrancada ao mais fundo de nós mesmos, numa onda de bondade que nos comove e nos faz antever clareiras de esperança. É, sem dúvida, um grande dom de Deus, que habita no coração de cada pessoa e que importa desenvolver e valorizar ainda mais como algo que faz parte de nós e sem o qual não podemos viver.


A todos, proponho como lema para esta Quaresma as palavras: “Com coragem criativa, levanta-te”. São inspiradas na Carta Apostólica “Com coração de pai”, que o Papa Francisco nos dirigiu no contexto do ano de São José, que está a decorrer. 

São José sentiu as marcas bem fortes da condição humana débil, quando se confrontou com o mistério da maternidade virginal de Maria, quando se recolheu num curral por não encontrar lugar na hospedaria, quando viu ameaçada a vida de Jesus e teve de fugir para o Egipto, quando Jesus se perdeu no tempo e o deixou angustiado à sua procura, quando cuidou de Maria e de Jesus no meio da pobreza e das pendentes ameaças e perseguições.

São José viu sempre abrirem-se diante de si as portas do amor e da esperança, que o levaram a ser fiel e obediente à vontade de Deus. Nunca desanimou, nem baixou os braços, por confiar que estava nas mãos de Deus. Nas horas mais difíceis, pôs-se sempre numa atitude de escuta da voz do Pai e acolheu o convite: “levanta-te, toma contigo o Menino e Sua Mãe” (Mt 2, 14). 

Nele, Padroeiro da Igreja Católica, encontramos uma grande inspiração, pois continua a ser “protector dos miseráveis, necessitados, exilados, aflitos, pobres moribundos” (“Com coração de pai”, 5). Pedimos-lhe que continue a ser o protector do Menino e de Sua Mãe, na certeza de que é o protector de todos nós, os irmãos de Jesus, e de todos os filhos de Maria, nossa Mãe.


Proponho a todos os membros da nossa comunidade diocesana de Coimbra uma Quaresma verdadeiramente diferente. Não só por nos encontrarmos em situação de pandemia, mas porque os apelos de Deus soam mais fortes aos nossos ouvidos e nos convidam a levantarmo-nos com coragem criativa, na fé, na esperança e no amor.

Queremos acolher o convite de Deus que se dirige a cada um de nós: levanta-te; queremos ajudar a levantar os outros, segundo as palavras dirigidas a José: “toma o Menino e Sua Mãe”. É um convite pessoal que tem de repercutir-se numa dimensão comunitária. Ajudaremos a Igreja, Povo de Deus, a levantar-se com coragem e criatividade diante da falta de fulgor que pode estar a atingi-la; ajudaremos a humanidade, começando pela proximidade, a levantar-se, pois, após um estado de alguma euforia quanto às suas possibilidades, encontra-se agora numa situação de algum desânimo e prostração.

Torna-se cada vez mais evidente que cada coisa tem o seu devido lugar e a sua importância no caminho que fazemos para criar melhores condições de vida para todos. Percebemos agora melhor que acima de tudo contam as pessoas, cada pessoa, que é um dom de Deus e um dom para os outros. Cabe-nos, por isso, como indivíduos, como famílias, como Igreja e como comunidade organizada em todas as suas estruturas, cuidar das pessoas, como José cuidou de Jesus e de Maria.

O jejum, a oração e a esmola, práticas centrais da Quaresma, juntamente com outras modalidades da vivência cristã, devidamente compreendidas e adequadas às circunstâncias em que vivemos, nos conduzam à conversão ao amor de Deus e ao amor dos irmãos.

Convido-vos a viver a Quaresma com São José e, em atitude de confiança, a pedir-lhe a protecção para toda a humanidade: São José, rogai por nós!

Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra

28/07/2020

Nomeações 2020/21 na Diocese de Coimbra


NOMEAÇÕES PARA O ANO PASTORAL DE 2020-2021
DIOCESE DE COIMBRA

Nomeação de Presbíteros

P. André Filipe Sequeira da Silva – diretor diocesano do Apostolado da Oração.

P. António Jesus de Melo Loureiro – pároco in solidum e moderador de São Paio de Gramaços, continuando pároco in solidum e moderador de Bobadela, Ervedal da Beira, Lageosa, Lagares da Beira, Lagos da Beira, Meruje, Oliveira do Hospital, Seixo da Beira e Travanca de Lagos.

P. António Nogueira Torres – vigário paroquial de Bolho, Cepins, Cordinhã, Murtede e Ourentã.

P. Carlos Alberto da Graça Godinho – pároco de Abrunheira, Carapinheira, Ereira (reitoria), Montemor o Velho, Reveles, Verride e Vila Nova da Barca.

P. Carlos Augusto Noronha Lopes – pároco da Figueira da Foz e Tavarede, continuando pároco de Buarcos.

P. Ernesto Hamuiela (da Diocese de Benguela, Angola) – vigário paroquial de Ançã, Antuzede, São Facundo (Curato), São João do Campo e Vil de Matos.

P. Fernando Simões Pascoal – coordenador das capelanias hospitalares da Diocese de Coimbra

 – P. Francisco Elói Martinho Prior Claro – pároco da reitoria (quase-paróquia) de Coselhas e da reitoria (quase-paróquia) do Coração Imaculado de Maria, a criar no dia 13 de setembro de 2020, desanexando para isso a zona norte da paróquia de Santa Cruz de Coimbra, continuando pároco da reitoria (quase-paróquia) da Pedrulha e vigário paroquial de Santa Cruz.

P. Geraldo Kanjala Mário (da Diocese de Benguela, Angola) – pároco de Arega, Figueiró dos Vinhos, Graça e Pedrógão Grande, de que até agora era administrador paroquial; assistente dos Agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas 1193 de Pedrógão Grande e 148 de Figueiró do Vinhos.

P. Idalino Simões – capelão da Comunidade das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias da Cruz de Morouços.

P. João Baptista Somboti (dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, Província de Angola) – pároco in solidum de Carvalho, Figueira de Lorvão, Friúmes, Lorvão, Oliveira do Mondego, Paradela da Cortiça, Penacova, São Paio do Mondego, São Pedro de Alva e Sazes de Lorvão e Travanca do Mondego.

P. João Kakweya (dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette, Província de Angola) – pároco in solidum de Carvalho, Figueira de Lorvão, Friúmes, Lorvão, Oliveira do Mondego, Paradela da Cortiça, Penacova, São Paio do Mondego, São Pedro de Alva e Sazes de Lorvão e Travanca do Mondego.

P. João Nuno Frade Marques Castelhano – vigário paroquial de Buarcos, Figueira da Foz e Tavarede.

P. João Paulo dos Santos Fernandes – enviado para conclusão de estudos bíblicos em Roma.

P. Jorge Germano Dias de Brito – pároco de Mira, Praia de Mira e Seixo de Mira.

P. José António Afonso Pais – vigário paroquial de Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa a Nova, Condeixa a Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

P. Luís Miguel Batista Costa – pároco de Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa a Nova, Condeixa a Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

P. Manuel de Oliveira Simões – pároco de Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fojo, Unhais-o-Velho e Vidual de Cima.

P. Nuno Filipe Martins Fachada Fileno – pároco de Quiaios, continuando  pároco de Alhadas, Bom Sucesso, Brenha, Ferreira a Nova, Maiorca, e Vila Verde.

P. Orlando José Guerra Henriques – pároco de Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira; e de Santa Maria da Arrifana, Santo André de Poiares, São Miguel de Poiares e São José das Lavegadas.

P. Paulo Fernando Silvestre Filipe – pároco de Alqueidão, Lavos, Marinha das Ondas e Paião.

P. Pedro Jorge Silva Simões – pároco in solidum de Bobadela, Ervedal da Beira, Lageosa, Lagares da Beira, Lagos da Beira, Meruje, Oliveira do Hospital, São Paio de Gramaços, Seixo da Beira e Travanca de Lagos.

P. Pedro Manuel Quintas Franco Nunes Pedro – vigário paroquial de Nossa Senhora de Lurdes, Santa Cruz, Sé Nova e Sé Velha.

P. Rodolfo Miguel Fernandes Costa Albuquerque – pároco de Santa Ovaia, continuando pároco de Aldeia das Dez, Alvoco de Várzeas, Avô, Lourosa, Nogueira do Cravo, Penalva de Alva, São Sebastião da Feira e Vila Pouca da Beira.

P. Rodolfo Santos Oliveira Leite – pároco do Luso e Pampilhosa, continuando pároco de Barcouço, Casal Comba, Mealhada, Vacariça e Ventosa do Bairro.

Cón. Sertório Baptista Martins – pároco de Nossa Senhora de Lurdes, continuando pároco de Santa Cruz, Sé Nova e Sé Velha.

P. Virgílio de Miranda Neves – vigário paroquial de Alhadas, Bom Sucesso, Brenha, Ferreira a Nova, Maiorca, Quiaios e Vila Verde.


Nomeação de Diáconos Permanentes:

Diác. António Agostinho Fernandes de Sá – colaborador do P. Luís Miguel Batista Costa, nas paróquias de Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa a Nova, Condeixa a Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

Diác. Augusto Lusitano Simões Rainho – colaborador do P. Carlos Alberto da Graça Godinho, nas paróquias de Abrunheira, Carapinheira, Ereira (reitoria), Montemor o Velho, Reveles, Verride e Vila Nova da Barca.

Diác. Joaquim Carlos Mendes Gonçalves – colaborador do P. Luís Miguel Batista Costa, nas paróquias de Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa a Nova, Condeixa a Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

Diác. José Manuel Esteves – colaborador do P. António Jesus Melo Loureiro (moderador) e P. Pedro Jorge Silva Simões – párocos in solidum de Bobadela, Ervedal da Beira, Lageosa, Lagares da Beira, Lagos da Beira, Meruje, Oliveira do Hospital, São Paio de Gramaços, Seixo da Beira e Travanca de Lagos.

Diác. José Simões Laranjeira – colaborador do P. Rodolfo Santos Oliveira Leite, nas paróquias de Barcouço, Casal Comba, Luso, Mealhada, Pampilhosa, Vacariça e Ventosa do Bairro.

Diác. Manuel Cabral Henriques Lopes – colaborador do P. Orlando José Guerra Henriques, nas paróquias de Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira; e Santa Maria da Arrifana, Santo André de Poiares, São Miguel de Poiares e São José das Lavegadas.

Diác. Manuel da Costa Marques Castelhano – colaborador do P. Jorge Germano Dias de Brito, nas paróquias de Mira, Praia de Mira e Seixo de Mira.


Outras nomeações

Dr. José Aníbal Herdade Barreiros – membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz.

Dr. Paulo Jorge Barradas de Oliveira Rebelo – membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz.

António José Jesus Sebastião (seminarista estagiário) – colaborador do P. Paulo Fernando Silvestre Filipe, nas paróquias de Alqueidão, Lavos, Marinha das Ondas e Paião.



Dispensa de ofício

P. Afonso Makiadi dos Santos (da Diocese do Uíge, Angola) – dispensado do ofício de vigário paroquial de Ançã, Antuzede, São Facundo (Curato), São João do Campo e Vil de Matos.

P. António Borges de Carvalho – dispensado do ofício de pároco de Santa Ovaia e São Paio de Gramaços.

P. Feliz Vieira Pires (dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus – Dehonianos) – dispensado do oficio de pároco de Coselhas (reitoria) e Nossa Senhora de Lurdes.

Cón. João Coutinho Veríssimo – dispensado do ofício de pároco da Figueira da Foz e Tavarede.

Cón. Jerónimo de Jesus Correia – dispensado do ofício de pároco de Mira e Seixo de Mira.

P. Manuel Pinto Caetano – dispensado do ofício de pároco de Friúmes, Oliveira do Mondego, Paradela da Cortiça, São Paio do Mondego, São Pedro de Alva, e Travanca do Mondego.


Coimbra, 28 de julho de 2020
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

20/05/2020

Nota Pastoral do Bispo de Coimbra sobre o reinício do Culto Público

Caríssimos irmãos e irmãs da Diocese de Coimbra!
Saúdo fraternalmente a todos, desejando saúde, paz e bem, no Senhor Jesus Cristo, nosso Irmão e nosso Salvador.

Depois de um longo tempo de impossibilidade de participação no culto público segundo o ritmo habitual das comunidades devido à propagação do Coronavirus 19, vamos reiniciar a participação presencial dos fiéis nas celebrações da fé, nos dias 30 e 31 de maio.
A Conferência Episcopal Portuguesa, de acordo com a Direção Geral de Saúde e as autoridades portuguesas, emitiu um comunicado com data de 08 de maio de 2020 no qual estabelece as regras a cumprir para que se possa reiniciar em segurança e sem constituir perigo para a saúde pública. Essas são as normas que adotaremos na nossa Diocese de Coimbra.
Cabe aos párocos, depois de atenta reflexão com as Equipas de Animação Pastoral e, se possível, depois de ouvido o Conselho Pastoral da Unidade Pastoral, definir os moldes concretos, as circunstâncias e os locais em que terão lugar as celebrações.
Peço a todo o Povo de Deus da nossa Diocese de Coimbra que acolha como um dom de Deus podermos voltar a reunir-nos em diferentes momentos para a celebração da fé, mas especialmente na celebração da Missa Dominical. Sabendo que continuamos num tempo de incertezas quanto à propagação do vírus e que ainda nos encontramos numa situação de exceção, procuraremos ser compreensivos e tudo fazer para que se manifeste a unidade da Igreja, bem como a caridade para com os irmãos na mesma fé e a comunidade humana em geral.
Compreendemos que não é possível celebrar a liturgia em todos os lugares onde ela antes tinha lugar, pois alguns espaços, devido à sua exiguidade e ao reduzido número de participantes, não reúnem as condições necessárias que possibilitem o distanciamento entre pessoas e a devida higienização, como previsto. Além das celebrações em igrejas e capelas que reúnam boas condições, deve considerar-se também a possibilidade de celebrações ao ar livre para aumentar a capacidade e proporcionar a um maior número de fiéis a tão desejada e necessária participação. Todos somos convidados a alguns sacrifícios, nomeadamente na deslocação aos lugares indicados pelos párocos para as celebrações, por, porventura, o culto não poder ser reiniciado em todas as igrejas ou capelas nesta altura.
Para que tudo possa decorrer como desejamos, é necessária a constituição de equipas de voluntários que sejam instruídos nas regras a ter em conta e ajudem as comunidades a cumprir os procedimentos adequados antes, durante e depois das celebrações.

Continuamos a rezar para que esta situação de pandemia seja rapidamente ultrapassada e imploramos a proteção da Virgem Maria nesta hora de esperança que se abre para nós. Imploramos a consolação para as família, a saúde para os enfermos e o eterno descanso para os defuntos.
Que Deus vos ajude e abençoe.

Coimbra,  16 de maio de 2020
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

28/04/2020

Notícias da pandemia há 101 anos

A propósito da actual pandemia de Covid-19, recordamos as notícias publicadas n’O Amigo do Povo há 101 anos (2º semestre de 1918), acerca da pandemia de gripe espanhola. Nota-se que, tal como hoje, a pandemia começou por parecer ser algo que se passava noutras regiões, até que, de um momento para o outro, se tomou consciência de que era algo que afectava todo o país e de maneira muito séria. Especial destaque merece a Pastoral do Bispo de Coimbra, Dom Manuel Luís Coelho da Silva, que, inclusivamente, ensina regras e práticas de higiene e segurança quer para prevenir o contágio quer para tratar a doença, segundo o aconselhamento médico tomado pelo Bispo (a pedido de muitos colectores do jornal, essas instruções de prevenção e remédio seriam repetidas 15 dias após a sua publicação). Do mesmo modo que parece não ter sido decretado nenhum confinamento obrigatório, também as igrejas se terão mantido a funcionar normalmente, com todas as celebrações, mas são dadas indicações precisas quanto à sua desinfecção, bem como à forma de administrar os sacramentos aos doentes. Também o editorial comemorativo do segundo aniversário do jornal é marcado pela pandemia.

Quando a epidemia ainda parecia ser "muito benigna" e um problema só do Alentejo:

Quando a gripe já tinha tomado todo o país, evidenciando-se como "terrível doença":

A Pastoral do Bispo de Coimbra:

Mais notícias: epidemia continua fazer estragos...

Editorial comemorativo do 2º aniversário do jornal, marcado pelo ambiente de epidemia.


27/03/2020

Tríduo Pascal 2020 na Sé Nova


(não imprimimos o jornal, pela segurança dos nossos colectores, mas continuamos a informar)

O Bispo de Coimbra presidirá às celebrações do Tríduo Pascal, a partir da Sé Nova. As celebrações serão sem assembleia presencial, mas toda a Diocese é convidada vivamente a unir-se ao seu Bispo no decorrer das mesmas, até porque os diferentes actos litúrgicos serão transmitidos pela página de Facebook da Diocese (veja aqui).
As celebrações serão reduzidas aos momentos litúrgicos essenciais:
- Missa da Ceia do Senhor, quinta-feira, dia 9 de Abril, às 21h;
- Celebração da Paixão do Senhor, sexta-feira, dia 10 de Abril, às 165h;
- Vigília Pascal, sábado, 11 de Abril, às 21h30;
- Missa no Dia de Páscoa, domingo, 12 de Abril, às 11h15.
Acompanhe em directo!

17/09/2018

Nota pastoral: CELEBRAÇÃO DO DOMINGO



CELEBRAÇÃO DO DOMINGO:
EUCARISTIA E CELEBRAÇÃO DOMINICAL NA AUSÊNCIA DO PRESBÍTERO
ORIENTAÇÕES PASTORAIS


INTRODUÇÃO

       A Igreja de Cristo procura continuamente as melhores formas de ajudar os seus fiéis a progredirem na fé, no amor a Deus e ao próximo, e na santidade de vida. Precisa, por isso, de propor às comunidades locais os meios mais adequados, dentro das circunstâncias próprias de cada tempo e lugar.
       A celebração do domingo constitui um ponto alto da vida do cristão e da comunidade cristã. A Eucaristia, que está no centro do domingo, não pode, hoje, ter lugar em todas as localidades onde se celebrava no passado. Já em 1980, o bispo D. João Alves publicava um documento sobre a possibilidade de haver na Diocese as chamadas Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero (CDAP), apesar de as circunstâncias nessa altura serem bem diferentes das atuais. De então para cá diminuiu consideravelmente o número de sacerdotes, com a consequente diminuição da celebração de missas ao domingo, e aumentou muito o número de celebrações dominicais na ausência de presbítero.

       Ao longo das últimas décadas, criou-se uma verdadeira rede de celebrações da Palavra por toda a Diocese e pôde contar-se com grande número de leigos, homens e mulheres, disponíveis para coordenar este serviço ao povo de Deus. Pode dizer-se que, deste modo, se constituiu uma verdadeira escola de voluntariado laical, que foi, ao mesmo tempo, uma escola de fé e de espiritualidade, muito enriquecedora para a vida das comunidades paroquiais. Em nome da Diocese de Coimbra, deixo expressa uma palavra de gratidão a todos os que, movidos pela fé e com verdadeiro espírito eclesial, têm servido o Povo de Deus, pondo ao seu serviço os dons que receberam.
       Não deixo, no entanto, de incentivar toda a Diocese, os ministros ordenados, os consagrados e os leigos, a implementarmos uma verdadeira pastoral das vocações sacerdotais, pois o ministério ordenado, numa relação estreita com a Eucaristia, é essencial à vida da Igreja. A catequese, a evangelização, a liturgia e a totalidade da ação pastoral devem ter uma marcante intencionalidade vocacional, uma vez que é necessário criarmos as condições propícias para que os dons de Deus derramados no coração de cada batizado sejam acolhidos e frutifiquem em novas vocações.

       Com o passar dos anos, a situação das comunidades cristãs foi-se modificando sob muitos aspetos e gerou a necessidade de uma nova reflexão sobre o culto dominical, especialmente no que se refere aos lugares e requisitos para a celebração da Eucaristia ou para as Celebrações Dominicais na Ausência de Presbítero.
       Acontece que a geografia humana se alterou profundamente, muitas comunidades viram reduzir-se a sua população, algumas celebrações não preenchem os requisitos mínimos quanto ao número de participantes e à diversidade de ministérios e, noutros casos, estão separadas por pequenas distâncias. Acresce ainda o facto de algumas comunidades se terem acomodado a um modelo de celebração dominical que tende a promover pouco o espírito de comunhão eclesial.

       O Conselho Presbiteral da Diocese, ouvido o clero e os leigos, desenvolveu esta reflexão, cujo objetivo é proporcionar melhores condições de celebração do culto dominical, em ordem a um maior crescimento da fé e do sentido de pertença à Igreja de Cristo, que é mistério de comunhão.
       Apresento agora as conclusões sob a forma de orientações pastorais, que devem ser tidas em conta em toda a Diocese de Coimbra. Foi também ouvido o Conselho Pastoral Diocesano, que teceu alguns comentários em ordem a melhorar o documento que lhe foi apresentado.

       No Capítulo I cita-se parte dos Preliminares do ritual da Celebração Dominical na Ausência do Presbítero (CDAP), aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa na Assembleia Plenária de abril de 2005, cuja leitura se aconselha vivamente e que deve ser seguido pelos coordenadores das CDAP, tanto os diáconos como os leigos devidamente mandatados para o efeito.
       No Capítulo II oferecem-se as orientações pastorais, fruto do conhecimento da realidade e da reflexão teológica, litúrgica e pastoral. Estas orientações pretendem ajudar a melhor celebrar o domingo nas comunidades espalhadas por toda a Diocese. Espera-se agora que sejam conhecidas e refletidas pelos conselhos pastorais das unidades pastorais, a fim de serem localmente aplicadas.


I. A EUCARISTIA E A CELEBRAÇÃO DOMINICAL NA AUSÊNCIA DO PRESBÍTERO

       1. “O domingo, dia do Senhor e dia da Ressurreição, encontra as suas raízes naquele «primeiro dia da semana», no qual, Jesus, depois de ter passado pela morte, Se manifestou ressuscitado aos Apóstolos. Neste dia, o Senhor fez-Se presente, explicou as Escrituras em tudo o que a Ele se referia, partiu o pão e confiou aos Apóstolos a missão de levar o Evangelho a todo o mundo. Pela descrição evangélica sabemos que as aparições do Senhor ressuscitado, iniciadas no «primeiro dia da semana», se repetiram oito dias depois. Desta forma, o próprio Senhor marcou o ritmo semanal da celebração do mistério pascal da sua morte e ressurreição” (Conferência Episcopal Portuguesa [CEP], Celebração Dominical na Ausência do Presbítero [CDAP], Preliminares 1).

       2. “Desde a primeira experiência com o Senhor ressuscitado até hoje, a Igreja nunca deixou de celebrar neste dia o mistério pascal, «lendo quanto a Ele se refere em todas as Escrituras e celebrando a Eucaristia», entendendo desta forma, o domingo, como a «primordial festa dos cristãos». A Eucaristia é o momento mais alto de todo este dia. Pela sua própria estrutura, dá ao domingo um conteúdo teológico, que ajuda a compreendê-lo em toda a sua profundidade.
       Na Eucaristia dominical, o Senhor torna-Se presente, tal como na manhã de Páscoa e, por isso, o domingo é o dia da Ressurreição e o dia do Senhor. O regozijo que este encontro produz em cada cristão, faz do domingo o dia da alegria. Na Eucaristia a comunidade cristã reúne-se em assembleia, e, assim, o domingo é o dia da assembleia. Também na Eucaristia se proclama a palavra de Deus, alimento que a Igreja «nunca deixou de tomar e distribuir aos fiéis», mostrando, assim, o domingo como o dia da Palavra. Finalmente, o domingo aparece como o dia da Eucaristia, porque nele se celebra o memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor, o banquete em que se recebe Cristo” (CEP-CDAP, Preliminares 2).

       3. “Os cristãos dos primeiros séculos compreenderam que não podiam deixar de celebrar o domingo, a ponto de muitos deles preferirem o martírio a abandonar a assembleia dominical, como é atestado por muitos testemunhos patrísticos. Hoje a Igreja continua a acreditar no valor salvífico do domingo e na sua importância para as comunidades cristãs, mesmo que sejam pequenas, pobres ou dispersas, insistindo que neste dia «devem os fiéis reunir-se para participarem na Eucaristia e ouvirem a palavra de Deus, e assim recordarem a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os regenerou para uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos»” (CEP-CDAP, Preliminares 3).

       4. “Hoje, muitos cristãos dispersos por várias comunidades, embora sentindo a necessidade de celebrar o domingo cristãmente, e desejando corresponder ao convite para a reunião dominical não o podem fazer de forma plena por falta de sacerdotes que celebrem para eles a Eucaristia. Consciente de que «nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração da Santíssima Eucaristia» e, no intuito de favorecer a assistência religiosa a todas as comunidades, a Igreja recomenda aos fiéis que continuem a reunir-se ao domingo mesmo sem a presença do presbítero.
       Ao propor a reunião dos fiéis em assembleia dominical, a Igreja tem presentes duas verdades fundamentais: primeiro, que a celebração do domingo não se reduz à celebração da Eucaristia e que esta não é a única forma de celebrar cristãmente o dia do Senhor; segundo, que as «celebrações dominicais na ausência do presbítero» oferecem aos cristãos alguns dos elementos essenciais para haver assembleia dominical, a saber, a reunião dos fiéis em assembleia convocada por Deus, a proclamação da Palavra de Deus acompanhada da sua explicação, e a comunhão do Corpo do Senhor, consagrado numa outra celebração eucarística.
       Na impossibilidade de celebrar plenamente o domingo através da Eucaristia, estas celebrações permitem aos cristãos sentir e manifestar que são Igreja, celebrar o dia da ressurreição do Senhor e participar no «pão da vida, tanto da palavra de Deus como do Corpo de Cristo»” (CEP-CDAP, Preliminares 4).

       5. “Nenhuma comunidade cristã se edifica sem a celebração da Eucaristia, nem nenhuma celebração da Igreja se pode comparar à da Missa dominical. Por isso, quando em alguns lugares não for possível celebrar a Missa ao domingo, veja-se primeiro se os fiéis podem deslocar-se à igreja de um lugar mais próximo e participar aí na celebração do mistério eucarístico. Tal solução é de recomendar e até de conservar quanto possível, mesmo com algum sacrifício da parte dos fiéis” (CEP-CDAP, Preliminares 5).


II. ORIENTAÇÕES PASTORAIS

       6. Evite-se com cuidado qualquer confusão entre as Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero (CDAP) e a celebração da Eucaristia. Tais celebrações não devem diminuir mas aumentar nos fiéis o desejo de participar na celebração eucarística e devem torná-los mais diligentes em frequentá-la.

       7. Os fiéis devem ser ajudados a compreender que não é possível a celebração da Eucaristia sem o sacerdote, e que as CDAP estão intimamente relacionadas com a Missa que a comunidade cristã celebra noutros lugares, particularmente na sua igreja paroquial, o que poderá ser feito por meio de breves admonições no decorrer da própria celebração, bem como de preces pelas vocações sacerdotais.

       8. Quando a celebração da Missa dominical não é possível, mesmo numa igreja paroquial, é muito recomendada a celebração da Palavra de Deus, seguida da comunhão eucarística. Assim, as CDAP nunca podem realizar-se ao domingo naqueles lugares onde a missa já foi ou vier a ser celebrada nesse dia, ou tiver sido celebrada na tarde do dia anterior.

       9. Estabeleça-se um plano de celebrações dominicais no conjunto da unidade pastoral, garantindo, quando possível, uma igreja paroquial onde haja missa todos os domingos. Nesse plano se devem definir os locais de celebração das eucaristias dominicais possíveis, mesmo as vespertinas, atendendo aos sacerdotes disponíveis.
       10. A definição dos lugares, além das igrejas paroquiais, onde a necessidade justifica celebrações dominicais na ausência presbítero, terá em conta todos ou alguns dos seguintes critérios:
       a) número razoável de participantes de acordo com as características de demografia sócio-religiosa da região;
       b) a necessidade evidente de que haja naquele lugar catequese organizada;
       c) que não haja eucaristias dominicais em locais próximos compatíveis com uma deslocação habitual;
       d) que haja condições para uma boa celebração litúrgica, nomeadamente pela diversidade de ministérios ali disponíveis.

       11. Compete ao pároco, ouvidos os outros sacerdotes do arciprestado, informar o bispo diocesano sobre a oportunidade das CDAP na área da sua unidade pastoral.
       Compete-lhe também:
       a) distribuir tais celebrações pelos diáconos e orientadores dentro da unidade pastoral;
       b) preparar os fiéis para elas;
       c) designar leigos idóneos para as orientar;
       d) dar-lhes formação adaptada e contínua após a preparação inicial prescrita pela diocese;
       e) preparar com eles celebrações dignas e adaptadas ao número dos participantes e à sua capacidade e confiá-las ao seu cuidado.

       12. Para que os fiéis valorizem cada vez mais a participação na missa no Domingo e aumentem o seu amor por ela, é necessário que as CDAP alternem sempre, na periodicidade possível, com a celebração da Eucaristia dominical.

      13. Dado o especial relevo do Natal, da Páscoa da Ressurreição e do Pentecostes, recomenda-se vivamente que toda a comunidade cristã se reúna tanto quanto possível para a celebração da Eucaristia.

     14. Quando não for possível haver celebração da Missa na festa religiosa de um lugar, poderá haver uma CDAP, bem como a procissão.[1]

     15. As CDAP devem ser presididas, se possível, por um diácono. Se não for possível, sejam orientadas por um ministro leigo nomeado pelo bispo diocesano - este deve estar vestido de modo que não desdiga do ofício que desempenha, podendo sempre usar a túnica branca.
       16. Dada a natureza da CDAP:
       a) o ministro leigo que a coordena não ocupa a cadeira da presidência, mas orienta a celebração de um lugar discreto na nave ou à frente do presbitério, de onde seja facilmente visto e ouvido;
        b) a recolha das ofertas é feita no final da celebração, antes da despedida;
        c) as leituras são feitas do ambão;
       d) o altar utiliza-se exclusivamente para nele se colocar a reserva eucarística para a adoração e comunhão.
    17. Se preside o diácono, faz a homilia; se é um ministro não ordenado pode ler a homilia previamente preparada pelo pároco ou algum comentário aprovado.
      18. Os diáconos que presidem e os ministros leigos que orientam as CDAP participem sempre que possível na Missa, para o que se deverá garantir essa possibilidade no programa de celebrações e sua distribuição.
       19. Procurar-se-á em cada unidade pastoral que a planificação das celebrações dominicais contemple a rotatividade entre os vários ministros pelos diferentes lugares.
       20. Nas igrejas não paroquiais (capelas) onde não há culto dominical, procure-se, apesar disso, manter uma animação comunitária contínua (catequese de adultos, lectio divina, adoração do Santíssimo, oração do terço, via sacra, via lucis...).
       Conserve-se a presença do Santíssimo Sacramento apenas nos lugares onde há celebração da Eucaristia com a necessária frequência e culto eucarístico regular.
       21. O culto dominical deve tender sempre para a celebração da Eucaristia como alimento e celebração comunitária da fé católica.
Coimbra, 17 de maio de 2018
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra



[1] cf. Nota Pastoral sobre Festas Religiosas de Junho de 2004, Diocese de Coimbra.


31/07/2018

Nomeações do 2018-2019

Dom Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, publicou hoje mesmo as nomeações do clero para o próximo ano pastoral: 

DIOCESE DE COIMBRA
NOMEAÇÕES 2018-2019

ARCIPRESTADO DO ALTO MONDEGO

P. António Mendes Antunes – é dispensado da missão de pároco de Arrifana, Lavegadas, Santo André e São Miguel de Poiares.

P. Pedro Jorge Silva Simões – é nomeado pároco de Lavegadas, Arrifana, Poiares e Santo André de Poiares, continuando pároco de Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira.

Diác. Manuel Cabral Henriques Lopes – é nomeado colaborador do P. Pedro Jorge Silva Simões, nas paróquias de Lavegadas, Arrifana, São Miguel e Santo André de Poiares, Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira.

ARCIPRESTADO DO BAIXO MONDEGO

P. Jorge Miguel Santos Carvalho – é nomeado pároco de Alfarelos, Brunhós, Figueiró do Campo, Granja do Ulmeiro e Vila Nova de Anços.

Diác. Carlos Alberto Martinho da Silva – é nomeado colaborador do P. João Octávio Brasil de Andrade Pereira nas paróquias de Arazede, Gatões, Liceia e Seixo de Gatões.

ARCIPRESTADO DE CANTANHEDE

P. Vidal Augusto André Nogueira – é nomeado pároco de Bolho, Cordinhã, Murtede, Ourentã e Sepins.

P. Diamantino da Cruz Vieira – é nomeado pároco de Cadima, continuando pároco de Sanguinheira e Tocha; é dispensado da missão de pároco de Bom Sucesso.

ARCIPRESTADO DE CHÃO DE COUCE

P. Manuel Ventura Pinho – é dispensado da missão de pároco de Ansião e Cumeeira.

P. João Fernando Marques Dias – é nomeado pároco de Alvorge, Ansião, Degracias, Lagarteira, Pombalinho, Santiago da Guarda e Torre de Vale Todos.

P. Joaquim David – é nomeado vigário paroquial de Alvorge, Ansião, Degracias, Lagarteira, Pombalinho, Santiago da Guarda e Torre de Vale Todos.

Diác. João Nuno Frade Marques Castelhano – é nomeado colaborador do P. João Fernando Marques Dias, nas paróquias de Alvorge, Ansião, Degracias, Lagarteira, Pombalinho, Santiago da Guarda e Torre de Vale Todos.

P. António Coelho de Carvalho – é dispensado da missão de pároco de Pombalinho e é nomeado pároco de Cumeeira, continuando pároco de Espinhal, Santa Eufémia e São Miguel de Penela, Podentes e Rabaçal.

ARCIPRESTADO DE COIMBRA NORTE

P. Rodolfo Santos Oliveira Leite – é nomeado pároco de Barcouço, continuando pároco de Casal Comba, Mealhada, Vacariça e Ventosa do Bairro.

Diác. José Simões Laranjeira – é nomeado colaborador do P. Rodolfo Santos Oliveira Leite nas paróquias de Barcouço, Casal Comba, Mealhada, Vacariça e Ventosa do Bairro e do P. Carlos Alberto da Graça Godinho nas paróquias de Luso e Pampilhosa.

P. Manuel de Jesus – é nomeado pároco de Vil de Matos, continuando pároco de Ançã, Curato de São Facundo, São João do Campo e Antuzede.

P. Afonso Makiadi dos Santos – é nomeado vigário paroquial de Ançã, Antuzede, Curato de São Facundo, São João do Campo e Vil de Matos.

ARCIPRESTADO DE COIMBRA SUL

P. Idalino Simões e P. Jorge Germano Dias de Brito – são dispensados da missão de párocos in solidum de Figueiró do Campo, continuando com as outras nomeações.

ARCIPRESTADO DE COIMBRA URBANA

P. Francisco Elói Martinho Prior Claro – é nomeado vigário paroquial de Santa Cruz de Coimbra.

ARCIPRESTADO DA FIGUEIRA DA FOZ

P. Nuno Filipe Fachada Fileno – é nomeado pároco de Bom Sucesso, continuando pároco de Alhadas, Brenha, Ferreira-a-Nova, Maiorca e Vila Verde.

ARCIPRESTADO DO NORDESTE

P. Manuel da Silva Paiva – é nomeado pároco in solidum, com a função de moderador, de Ázere, Candosa, Carapinha, Covas, Covelo, Espariz, Meda de Mouros, Midões, Mouronho, Pinheiro de Côja, Póvoa de Midões, São João da Boavista, Sinde, Tábua e Vila Nova de Oliveirinha.

P. Daniel José Figueiredo Mendes – é nomeado pároco in solidum de Ázere, Candosa, Carapinha, Covas, Covelo, Espariz, Meda de Mouros, Midões, Mouronho, Pinheiro de Côja, Póvoa de Midões, São João da Boavista, Sinde, Tábua e Vila Nova de Oliveirinha.

P. João Creoulo Prior – é dispensado da missão de pároco in solidum de Dornelas do Zêzere, Cabril, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fôjo, Unhais-o-Velho e Vidual de Cima.

P. Orlando José Guerra Henriques – é nomeado pároco de Dornelas do Zêzere, Cabril, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fôjo, Unhais-o-Velho e Vidual de Cima.

ARCIPRESTADO DE POMBAL

P. António Nogueira Torres – é dispensado da missão de pároco de Guia, Ilha e Mata Mourisca.

P. Fernando Rodrigues de Carvalho – é nomeado pároco de Guia, Ilha e Mata Mourisca.

OUTROS SERVIÇOS

Cón. Mons. André Gaspar Almeida Freire – é dispensado da missão de chanceler da Diocese de Coimbra.

P. António Joaquim Farinha Domingues – é nomeado chanceler da Diocese de Coimbra.

P. António Manuel Neto Samelo – é dispensado da missão de pároco e é nomeado capelão do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, continuando coordenador da Comissão Diocesana da Catequese de Adultos.

P. João Fernando Marques Dias – é nomeado assistente diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade.

P. Luís Francisco Cordeiro Marques – é dispensado de capelão do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

P. Nuno Miguel dos Santos – é nomeado assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral da Família, em fase de reconstituição, continuando com as outras nomeações.

Cón. Sertório Baptista Martins – é dispensado da missão de assistente diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade e de assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral da Família, continuando com as outras nomeações.


Coimbra, 31 de Julho de 2018

Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

14/02/2018

Homilia do Bispo de Coimbra na Missa de Quarta-feira de Cinzas 2018

Caríssimos irmãos e irmãs!
Chegámos ao tempo santo da Quaresma, no qual os apelos do Senhor se fazem ouvir sempre mais fortes, por um lado e carregados de misericórdia, por outro. A força da Palavra de Deus chega cheia de doçura, porque Ele não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva muito feliz na casa do Pai com todos os seus irmãos. A misericórdia, acolhida em todas as situações mas, mais sentida, quando reconhecemos que estamos perdidos, abre todas as portas do amor sem o qual nunca nos sentiremos felizes e salvos.
O Senhor nunca espera que tomemos a iniciativa para vir ao nosso encontro e nos falar ao coração com palavras convincentes e com gestos divinos eloquentes, como nunca espera que sejamos nós a ir ao seu encontro a fim de alcançarmos a Sua misericórdia. É Ele que toma a iniciativa quando nos vê necessitados de uma palavra de estímulo e fortaleza, quando nos conhece mergulhados no desânimo ou presos nas cadeias do pecado que leva à morte. Deus permanece sempre num movimento de aproximação a cada pessoa que ama e quer salvar, procurando despertar em nós a alegria de nos pormos a caminho para nos aproximarmos d’Ele.

“Entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo”.
A vida reflectida e rezada, com todas as suas alegrias e dores, é o lugar que nos é dado para entrarmos em nós, para ouvirmos a sua voz e vermos os seus gestos de amor. A partir daquilo que somos, que sentimos e que vivemos, Deus oferece-nos a possibilidade de nos pormos a caminho em busca da sua face iluminadora e das suas mãos consoladoras. Para uns, uma vida tranquila e feliz, rodeada de pessoas, de amigos e dos bens materiais, é ponto de partida para o encontro agradecido ao Senhor. Para outros, a dureza dos acontecimentos, a insatisfação diária ou mesmo os problemas e desgraças, são lugar de reconsiderar tudo numa incessante procura de sentido. Também acontece a muitos passarem distraídos ao lado de tudo sem capacidade para a fé agradecida nos momentos bons e sem capacidade para se levantarem e porem a caminho nos momentos de sofrimento e desencanto.
Toda a vida reflectida e rezada abre à possibilidade do encontro com Deus; toda ela pode ser lugar de escuta da Sua voz e de abertura à Sua misericórdia. As propostas de silêncio, oração e contemplação pessoal, que o tempo da Quaresma nos oferece, vêm ao encontro desta necessidade humana e constituem meio adequado para fazermos a nossa parte do caminho, uma vez que o Senhor já fez a sua.

“Reuni o povo, convocai a assembleia”.
A assembleia cristã ou Igreja reunida constitui lugar essencial de aproximação do Senhor, que se aproxima de nós. Deus constitui-nos como Seu povo santo e está presente quando dois ou três se reúnem em seu nome: ali nos acolhe, nos fala, nos alimenta e fortalece com o Pão da Vida; ali O louvamos e bendizemos, confessamos os nossos pecados e somos perdoados, suplicamos auxílio para as nossas debilidades; ali avivamos a fé e o amor; para ali levamos os nossos dons humanos e dali saímos cheios dos dons da Vida divina.
O nosso caminho de conversão a Deus e ao serviço dos irmãos não se pode fazer sem a Igreja, o povo que caminha na fé e na profundidade espiritual de vida a partir do Evangelho. Conversão a Deus significa sempre e ao mesmo tempo conversão à sua Igreja, apesar de todas as suas fragilidades humanas, mas lugar de encontro humano e divino.
Ela é a casa do Pai na qual vivemos, o lar que frequentemente abandonamos e ao qual voltamos quando nos deixamos mover pela graça e pela misericórdia. Mesmo com os seus defeitos é sacramento da salvação, é sinal presente no mundo, é luz que abre caminhos e realização dos horizontes de santidade e comunhão entre os seus membros e com o Senhor que a conduz.
As propostas que a Quaresma nos faz têm como horizonte uma inserção mais plena na Igreja, Corpo de Cristo e mistério de comunhão, sem a qual ficamos órfãos, perdemos o sentido de Deus e o sentido dos outros.

“Convertei-vos a Mim de todo o coração”.
A conversão a Deus é a meta de todo o nosso caminho de cristãos, a fim de estarmos com Ele, vivermos n’Ele e encontrarmos n’Ele a motivação fundamental para o nosso agir em ordem à transformação do mundo.
Pode estar-se no mundo de muitas formas. A nossa, própria de cristãos, tem uma marca específica: viver em Cristo, por Cristo e com Cristo. A orientação da vida, do coração, dos sentimentos, dos actos e dos valores de um cristão brotam do seu ser em Cristo, incarnando o seu modo de ser a partir de dentro.
Converter-se a Cristo significa incarnar na inteligência, no coração e na totalidade de nós mesmos a grande máxima do Apóstolo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Envolvidos por Cristo crucificado e ressuscitado, procuremos renovar-nos a nós mesmos e demos o nosso contributo para que o Senhor renove todas as coisas, o nosso mundo interior e as realidades exteriores.

A Quaresma será um tempo favorável de graça se nos pusermos a caminho ao encontro Senhor que já se aproximou de nós e, connosco, quer ir ao encontro dos homens e mulheres nossos irmãos na evangelização, na caridade e na construção da Sua Igreja Santa.

Coimbra, 14 de Fevereiro de 2018
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

21/10/2017

Bispo de Coimbra: o auxílio às vítimas dos incêndios de Outubro de 2017

INCÊNDIOS DE OUTUBRO DE 2017
NOTA DO BISPO DE COIMBRA SOBRE O AUXÍLIO ÀS VÍTIMAS

Diante do sofrimento de tantas pessoas, que se viram enredadas pelo fogo e pelo medo nos incêndios de Outubro, não podemos ficar insensíveis. Ao vermos o panorama desolador de casas e empresas destruídas, de florestas queimadas, de rostos sem alegria e de homens e mulheres sem emprego e que lutam por manter a esperança, sentimos o apelo interior à solidariedade e à partilha do que somos e do que temos.

A caridade é o coração do Evangelho e tem de ser também o coração da Igreja, de cada uma das suas comunidades e de cada um dos seus membros. Sem ela seria vã e falsa a nossa fé, como nos sugere a Epístola de Tiago: “Se um irmão ou uma irmã não tiver que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia... de que lhes servem as vossas palavras?” (Tg 2, 15).

Muitos irmãos e irmãs não têm casa, nem roupa, nem alimento, nem alegria... e nós podemos e queremos ajudá-los. A nossa Diocese de Coimbra, tão duramente atingida pelas sucessivas vagas de incêndios, que dar mais um sinal de que a caridade está no seu coração e se exprime nas suas obras.

Nesse sentido, informo o seguinte:

- o ofertório de todas as celebrações dominicais de 5 de Novembro, realizadas na Diocese de Coimbra, destina-se na sua totalidade a auxiliar as vítimas dos incêndios e deve ser entregue na Cúria Diocesana com a maior brevidade;

- a Caritas Diocesana de Coimbra assume em nome da Diocese a missão de prestar todo o auxílio possível às populações, de acordo com as necessidades identificadas pelas autarquias, com as quais está em contacto;

- outros donativos serão entregues na conta da Caritas que centraliza os apoios para as vítimas dos incêndios/2017: IBAN PT50 0018 0003 44379659020 66.

Grato pelo bom acolhimento desta iniciativa, peço que continuemos unidos na oração que fazemos uns pelos outros e, especialmente, pelos que mais precisam de consolação e de esperança.
 
Coimbra, 20 de Outubro de 2017
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

Mensagem do Bispo de Coimbra aos atingidos pelos incêndios

Caríssimos Diocesanos e irmãos
Diante da calamidade que se abateu de novo sobre a nossa Diocese de Coimbra e sobre Portugal, sinto-me muito próximo de todos quantos estão a sofrer na sua própria carne a perda dos seus bens e, mais ainda, dos seus familiares, irmãos e amigos, conhecidos ou desconhecidos.
A aflição destes dias causou grande dor, que perdura no coração, na memória e no tempo, mas não nos deixará abatidos e sem esperança. Felizmente temos motivações imensas para ultrapassar tudo o que agora sentimos: a grandeza da profunda humanidade, o sentido da fraternidade, a iluminação da fé e o estímulo da caridade cristã.
Não tenho capacidade para resolver as situações difíceis que muitos estão a viver, mas posso apelar a todos para que estejamos próximos uns dos outros com a consolação do amor, da oração e da solidariedade.
Peço a todos, públicos ou privados, comunidades e pessoas, que façam tudo o que estiver ao seu alcance para que a ninguém falte o necessário dos bens materiais e espirituais a que têm direito enquanto membros do povo português e da Igreja de Deus.
Deixo uma palavra de gratidão aos bombeiros e aos que, generosamente e por sentido do dever, têm ajudado as populações em dificuldade.
Rezo pelo eterno descanso dos que perderam a vida e pela consolação dos que sofrem.
Deixo um grande abraço, na comunhão de Deus, que nunca nos deixa sós.

Coimbra, 16 de Outubro de 2017
Virgílio Antunes, bispo de Coimbra

14/09/2017

Carta Pastoral do Bispo de Coimbra sobre plano pastoral 2017-2020 (09-08-2017)


PLANO PASTORAL 2017-2020
CARTA PASTORAL DO BISPO DE COIMBRA

1. INTRODUÇÃO

O Concílio Vaticano II, recolhendo o sentir de uma tradição contínua, declarou de novo que a Igreja peregrina é chamada por Cristo a uma reforma perene, que consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação (cf. Unitatis Redintegratio, 6).
Na esteira desse grande acontecimento da história da Igreja contemporânea, procuramos pôr-nos em atitude de escuta da Palavra da Escritura e da voz do Espírito Santo, que nos iluminará na descoberta dos caminhos mais adequados para o anúncio do Evangelho no nosso tempo. É nessa perspectiva que assumimos como missão: “Diocese de Coimbra, comunidade que vive a fé e anuncia o Evangelho como caminho de encontro pessoal com Cristo, Único Salvador, e com a sua Igreja”; e como visão: “Alicerçados em Cristo, formamos uma comunidade de discípulos para o anúncio do Evangelho”.
Vivemos num período da história da Igreja e da nossa Diocese em que se deram inúmeras mudanças, que exigem um grande trabalho de renovação. Consciente desta necessidade, já na Carta Pastoral Comunidade de Discípulos para o Anúncio do Evangelho, de 2013, vos escrevia: “Entre nós operou-se uma mudança epocal no que respeita à adesão à fé e ao Evangelho, à pertença à Igreja, aos valores que conduzem a vida privada e familiar ou a vida social e cultural”. E mais adiante afirmava: “A Diocese de Coimbra é terra de missão, é terreno a evangelizar, pois partilha de todos os fenómenos referidos e comuns ao mundo em que vivemos”.
Como metodologia que nasce da identidade da própria Igreja, Povo de Deus e mistério de comunhão, rica de dons, carismas e ministérios em ordem ao bem de todo o Corpo, prosseguimos pelo caminho da sinodalidade. Nesse sentido, propusemos aos membros das comunidades cristãs que se unissem num dinamismo sinodal em ordem à avaliação da execução do Plano Pastoral 2013-2016 e à elaboração de propostas para o Plano 2017-2020, fazendo uso do direito que lhes assiste de serem membros vivos, participativos e co-responsáveis no processo de edificação e renovação da Igreja.
Com base no guião previamente preparado e distribuído, os grupos fizeram o seu trabalho, nas paróquias, nas unidades pastorais, nos movimentos e outras estruturas da vida da Igreja. O resumo foi feito pelos arciprestados e a síntese final coube ao Secretariado da Coordenação Pastoral. Depois de ouvido o Conselho Presbiteral e o Conselho Pastoral da Diocese chegou-se às propostas, que agora devolvo a toda a Diocese, na certeza de que são fruto de um largo consenso, adequadas ao sentir eclesial e iluminadas pelo Espírito Santo.
O dinamismo sinodal, que decorreu ao longo do último ano pastoral, teve bom acolhimento das comunidades, apesar de ainda estarmos pouco habituados a assumirmo-nos como co-responsáveis na edificação da Igreja do Senhor, tanto nos momentos de avaliação, como nos de proposição e de execução de planos que conduzam à realização, no tempo presente, da vocação da mesma Igreja. Na fidelidade à identidade da Igreja - que é, toda ela, sinodal - entendemos que um dinamismo sinodal como o que realizámos é apenas a expressão pontual daquilo que há de ser a forma de sermos Igreja na Diocese de Coimbra em todas as suas instâncias: Povo de Deus que caminha unido entre si e em comunhão com a Santíssima Trindade, para que resplandeça cada vez mais como Povo Santo e Igreja Sacramento Universal de Salvação.
O Plano Pastoral para o triénio de 2017-2020 constitui um salto qualitativo de grande alcance para a vida e futuro da Igreja Diocesana.
Em primeiro lugar, verificamos que houve uma considerável evolução no processo de elaboração do Plano Pastoral. Ele é fruto de uma caminhada sinodal e o resultado possível de uma pedagogia radicada na identidade de uma Igreja mistério de comunhão, tal como a caracterizou o Concílio Vaticano II, na qual todos são chamados a ser co-responsáveis.
Em segundo lugar, o Plano Pastoral não se apresenta completo nem fechado, como se fosse uma realidade aplicável de forma indiscriminada a todas as realidades e lugares da Diocese. Quisemos que deixasse campo aberto à concretização e aplicação local dos objectivos gerais, no respeito pela diversidade e especificidade de cada unidade pastoral.
Em terceiro lugar, este Plano Pastoral dirige-se, pela primeira vez, de uma forma muito directa à unidade pastoral, enquanto base cada vez mais efectiva da organização e da vida pastoral da Diocese. Confiamos, pois, na disponibilidade, contributo e dinamismo de cada unidade pastoral, com o pároco, o conselho pastoral e a equipa de animação pastoral, em ordem à concretização e implementação dos objectivos propostos a toda a Diocese de Coimbra.
O presente Plano Pastoral Diocesano constitui um apelo à responsabilidade de todas as instâncias eclesiais, como são os secretariados e serviços diocesanos, os movimentos apostólicos e de espiritualidade, os institutos de vida consagrada, todas e cada uma das comunidades cristãs, com todos os seus membros, carismas, serviços e ministérios. Uma vez que todos fomos chamados a fazer avaliação do passado e a apresentar propostas para o futuro, agora somente podemos lançar-nos na aventura da execução, contando com o auxílio de Deus e com a fé da comunidade cristã.
Diante da dificuldade mais comum que sentimos para implementar um Plano Pastoral, e que tem a ver com a diversidade de contextos humanos, culturais, sociais e geográficos da Diocese, cabe aos arciprestados e às unidades pastorais a nobre missão de discernirem, à luz do Espírito, baseados na reflexão dos órgãos de co-responsabilidade e em comunhão com a Igreja Local, quais os meios e modos mais aptos para alcançar os objectivos comuns oferecidos a todos.


2. APROXIMAI-VOS DO SENHOR (1 Pd 2, 4)

Tomamos como lema do Plano Pastoral 2017-2020 a expressão retirada de 1 Pd 2, 4, “aproximai-vos do Senhor”, inserida no contexto mais vasto de 1 Pd 2, 4-10. Este pequeno texto constitui um centro bem marcado da Primeira Epístola de Pedro, que se ocupa da vida nova que há de caracterizar os crentes convertidos a Jesus Cristo.
O capítulo 1 da Primeira Epístola de Pedro ocupa-se da novidade da fé e do baptismo, que tem de ter consequências existenciais para o que renasceu pela água e pelo Espírito: abandonar a vida passada (cf 1 Pd 2, 1) e crescer para a salvação (cf 1 Pd 2, 2), despojar-se dos vícios antigos como se de roupas velhas se tratasse, para se revestir das vestes brancas próprias de quem foi lavado nas águas do baptismo.
A partir de 2, 11, a Epístola oferece uma série de exortações concretas a todos os que se decidiram por Cristo. Essas exortações tratam os mais variados campos da existência humana, pois todos eles precisam de ser iluminados por Cristo, a pedra fundamental da construção da vida dos cristãos.
O texto da Primeira Carta de Pedro, que escolhemos (1 Pd 2, 4-10), apresenta, portanto, Jesus como pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus (cf 1Pd 2, 4), deixando bem claro que Ele é o centro da fé cristã e a realização do plano de Deus em favor da humanidade, o centro absoluto da nossa vida pessoal e eclesial, Aquele que nos transforma e que faz novos todos os nossos comportamentos e atitudes.
Ao citar Isaías 28, 16, a Primeira Epístola de Pedro retoma o tema bíblico da pedra angular, ali referida a Deus e, agora, a Jesus Cristo, o fundamento sobre o qual se edifica a Igreja, sacramento da salvação querida pelo Pai.
Todo o texto está dominado pela expressão “aproximai-vos d’Ele”, ou seja, “do Senhor”, que pode entender-se em dois distintos sentidos.
Em primeiro lugar, uma vez que o Senhor Jesus é a pedra rejeitada pelos homens, aproximar-se d’Ele significa tomar partido por Ele, decidir-se por Ele, escolhê-l’O como seu mestre e tornar-se seu discípulo. Ao fazer-se esta escolha está-se bem consciente de que outros O recusam e O desprezam; sabe-se igualmente que podem rejeitar juntamente com Ele aqueles que O elegeram como seu Senhor e Mestre. Supõe-se, igualmente, que o encontro com Jesus exige sempre uma tomada de posição a favor ou contra, que não se pode ficar indiferente diante do Senhor. O distintivo da fé consiste em escolher Jesus Cristo, O Filho de Deus, como a rocha firme sobre a qual se quer assentar a totalidade de uma vida pessoal. A partir da fé, uns escolhem-n’O e, na incredulidade, outros rejeitam-n’O; uns aproximam-se d’Ele, outros afastam-se d’Ele, mas ninguém pode conhecer Jesus e ficar indiferente diante d’Ele, pois Ele é, ao mesmo tempo, uma pedra que faz tropeçar, ou seja, uma pedra de escândalo (cf 1 Pd 2, 8).

Em segundo lugar, aproximar-se do Senhor significa um apelo a pôr-se a caminho para se encontrar com Jesus, para estar com Ele, para permanecer n’Ele, para estar em comunhão com Ele, para O tomar como modelo da vida e se crescer na identificação com Ele. Sendo Ele pedra viva, os cristãos ao encontrarem-se com Ele recebem d’Ele a vida, ou seja, estabelece-se uma relação vital entre Cristo e os crentes que aceitam o convite para se aproximarem d’Ele. Não esquecemos que noutros lugares do Evangelho, o próprio Jesus se apresentou como aquele que veio trazer a vida e a vida em abundância (cf Jo 10, 10) e noutra ocasião disse claramente “Eu sou a Vida” (Jo 14, 6).

“Também vós – como pedras vivas – entrais na construção de um edifício espiritual” (1 Pd 2, 5). A Epístola estabelece um paralelismo entre Jesus, pedra viva, e os cristãos que se aproximam d’Ele e são igualmente chamados pedras vivas, que entram na construção de um edifício espiritual, “em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pd 2, 5).
Trata-se de acentuar a referida relação vital existente entre Jesus e os cristãos que recebem d’Ele a vida que circula neles, tal como a seiva circula entre os ramos e a cepa, segundo a alegoria da videira (cf Jo 15, 1-8). Os cristãos são aqueles que permanecem unidos a Cristo como os ramos à videira ou aqueles que são pedras vivas, que se aproximam e permanecem unidos a Cristo, a pedra viva, numa realização verdadeira do desejo que Jesus exprimiu diante dos seus discípulos: “Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós” (Jo 15, 4).
Na Primeira Epístola de Pedro usa-se a imagem da construção, da casa, do edifício ou do templo, muito presente em outros textos das Sagradas Escrituras, imagem que ajuda a passar da compreensão de uma relação individual do cristão com Cristo para o âmbito da relação da comunidade cristã com o mesmo Cristo. Os cristãos, pedras vivas, reunidos como assembleia convocada, como povo, e unidos a Cristo, a pedra viva, tornam-se construtores do grande edifício espiritual, que é a Igreja do Senhor.
Todo o cristão, unido a Cristo e inserido na comunidade ou no povo ao qual foi chamado por eleição, participa do sacerdócio santo de Cristo, que o habilita a oferecer sacrifícios espirituais em ordem à edificação do edifício espiritual. Enquanto sacerdote, o cristão oferece a Deus as suas obras, próprias de quem se aproximou de Cristo, está em comunhão com Cristo, recebe a comunicação da Sua Vida e vive de acordo com a sua fé.

Os cristãos devem render infinitas graças a Deus porque foram chamados e escolhidos para acreditar em Jesus, para ser sacerdócio real, nação santa, povo adquirido. Podem agora proclamar as maravilhas de Deus porque alcançaram misericórdia e viram abrir-se-lhes as portas da salvação.
Chamados a aproximar-se do Senhor por meio da conversão, os cristãos encontram-se com Cristo, a pedra viva e a única salvação de Deus. Tudo se deve a Cristo, que os elegeu, os chamou, os constituiu em povo e os fez alcançar misericórdia. A única resposta que se espera é a oferta de sacrifícios espirituais, isto é, a oferta da própria vida em acção de graças, num conformar cada vez mais e melhor a vida e as obras com a fé.
Como pessoas e integrados no povo de Deus, os cristãos são exortados a aproximarem-se sempre mais do Senhor, a acolherem a Sua vida, a oferecerem o sacrifício da sua própria vida, a colaborarem na edificação do templo espiritual, a proclamarem as maravilhas de Deus que usou com eles de misericórdia e lhes abriu os caminhos da salvação.

Sendo convocado para se aproximar do Senhor, o cristão nunca é chamado a afastar-se do mundo. Antes pelo contrário, a comunhão com o Senhor Jesus, o conhecimento do seu amor, a força do Espírito que habita n’Ele reenvia sempre para o mundo aqueles que se deixam transformar por Ele.
A Primeira Epístola de Pedro, depois do convite “aproximai-vos do Senhor”, a pedra angular, oferece aos cristãos muitas outras exortações no sentido de terem um estilo de vida que exprima a sua opção por Cristo na sociedade, na política, nas relações interpessoais, na família: “tende entre os gentios um comportamento exemplar” (1Pd 2, 12); “actuai como homens livres, não como aqueles que fazem da liberdade um pretexto para a maldade” (1 Pd 2, 16); “respeitai a todos, amai os irmãos” (1 Pd 2, 17).
Aproximar-se do Senhor e permanecer n’Ele torna-se sempre condição para se produzirem muitos frutos na Igreja e no mundo: “Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5).
 

3. OBJECTIVOS

3.1. EVANGELIZAÇÃO

“A actividade missionária ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja”, afirmou São João Paulo II, na Encíclica Redemptoris Missio (nº40). Escrevendo no final do segundo milénio, tinha em mente a necessidade de alargar os horizontes do Evangelho ao mundo onde ainda não tinha chegado.
Na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho, o Papa Francisco retoma e assume as afirmações fundamentais de João Paulo II, dizendo: “«não se pode perder a tensão para o anúncio» àqueles que estão longe de Cristo, «porque esta é a tarefa primária da Igreja». A actividade missionária «ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja» e «a causa missionária deve ser (…) a primeira de todas as causas». (...) a acção missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (A alegria do Evangelho 15).
Estamos a viver circunstâncias muito diferentes dos tempos em que a comunidade humana, a paróquia e a família realizavam naturalmente a missão de transmitir a fé às novas gerações. Estamos num tempo de crise em que essas instituições, ancoradas nas metodologias tradicionais da evangelização, perderam grande parte da capacidade de comunicar a fé.
Estamos num tempo em que as pessoas, inseridas numa cultura, numa sociedade e num sistema de valores plurais e distintos dos que dominaram no passado, não manifestam o mesmo tipo de abertura e de acolhimento do Evangelho. A fé e o Evangelho continuam a ser os mesmos, mas precisamos de os propor de formas diferentes, de modo que possam tocar as questões que verdadeiramente interessam à humanidade de hoje.
Saímos de um mundo em que a fé e a dimensão religiosa e crente da vida se herdavam e passavam de geração em geração juntamente com muitos outros elementos de carácter social e cultural. Sem negar o lugar e a importância de um fio condutor da tradição e de uma história da transmissão da fé, enquanto garantias da identidade de um povo, sabemos que isso, hoje, não é suficiente para gerar convicções e definir opções pessoais. Para se ser crente e cristão na actualidade é preciso passar por um processo de conhecimento, acolhimento e apropriação de uma fé pessoal, assumida com a razão e com o coração, experimentada na vida e na comunidade, que se deseja e se procura como algo verdadeiramente marcante.
Evangelizar consiste, por isso, em propor o Evangelho de forma adequada, tendo em conta os dinamismos antropológicos determinantes da vida, dos valores, dos anseios, dos sentimentos e das expectativas das pessoas. Uma vez que evangelizar significa proporcionar condições para o encontro com a fé ou comunicar a fé, tem de privilegiar-se o testemunho, a relação interpessoal, o encontro, a partilha de vida no grupo, a comunhão na comunidade, sem perder de vista a informação acerca dos conteúdos da doutrina, da Sagrada Escritura, da liturgia ou da moral.
A evangelização tem como objectivo fazer cristãos, discípulos de Jesus Cristo, membros da Igreja, homens e mulheres que incarnam nas realidades do mundo um modo de ser e de estar iluminados pela Boa Nova do Reino.

Toda a programação da vida e toda a actividade dentro de uma comunidade cristã tem de ter uma intenção evangelizadora, uma vez que “a acção missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (A alegria do Evangelho 15). Isso exige, como nos recordou o Papa Francisco, uma mudança radical de perspectiva, quando se trata de pensar a vida das comunidades cristãs e as suas acções pastorais, litúrgicas, catequéticas e caritativas: “sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação” (A alegria do Evangelho 27).
Este é também o sonho da Diocese de Coimbra, bem expresso na reflexão dos grupos de avaliação e proposta, realizada no último ano pastoral, em contexto de dinamismo sinodal. Reconhecemos que somos Igreja a precisar urgentemente de nova evangelização para a adesão à fé e Igreja enviada a anunciar a Boa Nova ao mundo distante de Deus, com novo ardor, novos métodos e novas expressões.
A fidelidade ao Espírito que conduz a Igreja em cada tempo e nos inspira os caminhos a percorrer em cada momento, leva-nos, enquanto Diocese, a passar de uma pastoral da conservação a uma pastoral activamente missionária e evangelizadora. A todos os níveis, mas especialmente ao nível das unidades pastorais em crescente implantação, o dinamismo evangelizador deve tornar-se elemento central da vida e da programação de toda a acção pastoral.
A passagem da afirmação da identidade evangelizadora da Igreja a uma Igreja efectivamente missionária, supõe a mudança de mentalidade do povo de Deus, ministros ordenados, consagrados e leigos. Não basta dizer-se que tudo o que a Igreja faz é evangelização, o que nos deixaria numa situação muito cómoda, mas significaria continuar a agir pastoralmente no presente com se estivéssemos em tempos passados.
De acordo com o Plano Pastoral Diocesano, a afirmação da identidade evangelizadora da Igreja supõe que cada unidade pastoral inclua no seu plano específico propostas concretas de primeiro anúncio da fé; acções de aprofundamento da fé por meio da catequese, especialmente da catequese de adultos; percursos familiares de enraizamento na fé de todos os membros de acordo com cada fase da vida; modalidades de inserção activa dos cristãos na sociedade, como sal e como luz.
 

3.2. ESPIRITUALIDADE

O Concílio Vaticano II resume o essencial da espiritualidade do cristão quando proclama a sua vocação universal à santidade: “todos na Igreja (…) são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: «esta é a vontade de Deus, a vossa santificação» (1 Tes 4, 3; cf Ef 1, 4). Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis” (Lumen gentium 40).
Sempre que esquecemos esta dimensão fundamental fazemos da fé um espiritualismo, fazemos da Igreja uma sociedade humana e fazemos da pastoral uma estratégia para alcançar resultados desejados. Falar de vocação à santidade significa acreditar que o mais importante é a nossa união pessoal e comunitária com Deus Pai por meio de Jesus Cristo e na comunhão do Espírito Santo.
O cristão é convidado a viver no Espírito de Deus e segundo o Espírito de Deus, que o conduz a discernir os caminhos da vida e a incarnar dentro de si e na sua relação com o mundo a grandeza do mistério que o envolve. Não pode haver cristão sem vida interior, ou seja, sem verdadeira vida espiritual, no sentido de vida animada pelo Espírito Santo, que realiza nos fiéis a obra admirável da comunhão com Deus.
A Igreja, Novo Povo de Deus, comunidade visível e invisível, humana e divina, é continuamente santificada e vivificada pelo Espírito Santo (cf Lumen gentium 4). É Ele que constantemente a recria e a faz renovar-se por meio da Palavra da Escritura e do Pão da Eucaristia, Cristo Ressuscitado e fonte da eterna novidade.
A evangelização, tarefa primordial da Igreja, não se pode realizar fora deste contexto da espiritualidade cristã, como refere o Papa Francisco: “Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que rezam e trabalham. Do ponto de vista da evangelização, não servem as propostas místicas desprovidas de um vigoroso compromisso social e missionário, nem os discursos e acções sociais e pastorais sem uma espiritualidade que transforme o coração” (A alegria do Evangelho 262).
É dentro deste quadro teológico e doutrinal ressaltado pelo magistério conciliar e pós-conciliar que se pode entender correctamente a chamada acção pastoral da Igreja. Na atenção à voz do Espírito e procurando discernir quais os caminhos que nos oferece tendo em conta as circunstâncias próprios dos tempos em que vivemos, podemos delinear as linhas fundamentais da pastoral da Igreja, na esperança de que sejam as mais adequadas a este tempo favorável, que é o nosso.
Com humildade, temos de reconhecer que a dimensão espiritual da vida cristã, da organização da vida eclesial e da própria acção pastoral tem sido muito descurada. Precisamos de voltar a um cultivo da vida interior, de uma verdadeira espiritualidade bem enraizada no baptismo, na Palavra de Deus, na sagrada liturgia, na oração cristã, que alimente o mistério da nossa existência em Cristo, que fortaleça a nossa comunhão eclesial com o Deus Trindade e que torne real a nossa inserção no mundo como fermento, sal e luz.
São muito claras e oportunas as palavras do papa Francisco acerca do cultivo da vida espiritual como suporte único de toda a actividade dos cristãos: “É preciso cultivar sempre um espaço interior que dê sentido cristão ao compromisso e à actividade. Sem momentos prolongados de adoração, de encontro orante com a Palavra, de diálogo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado, quebrantamo-nos com o cansaço e as dificuldades, e o ardor apaga-se” (A alegria do Evangelho 262).

No contexto do dinamismo sinodal preparatório do novo Plano Pastoral, foram muitas as referências à necessidade de implementação de uma verdadeira espiritualidade cristã, bem incarnada e alicerçada em Deus Trindade. Nesse sentido, temos um longo caminho a percorrer, procurando que tudo o que somos e fazemos como cristãos e povo de Deus esteja conscientemente fundado no Deus Trindade.
No âmbito das unidades pastorais, somos especialmente convidados a dar um especial relevo à missa dominical como lugar privilegiado de crescimento na fidelidade ao Senhor, sobretudo pela preparação de todos os que servem a acção litúrgica e pela adequação dos horários e lugares da celebração.
Em segundo lugar, destacamos a necessidade de desenvolver os hábitos, métodos e formas de oração cristã, pessoal, familiar e comunitária que levem à unidade entre a fé e a vida, sob a condução do Espírito Santo. Destacamos, neste caso, a importância da leitura orante da Palavra de Deus (lectio divina), a adoração ao Santíssimo Sacramento, os momentos de oração e contemplação, as peregrinações e vigílias, a oração mariana, os retiros espirituais, a direcção espiritual, a celebração do sacramento da Penitência.
 

3.3. ORGANIZAÇÃO

A Diocese de Coimbra está numa fase de aceleradas adaptações no que respeita à sua tradicional organização pastoral. Depois de longos séculos em que as paróquias constituíram a base organizativa fundamental, correspondendo normalmente a cada uma o respectivo pároco, passámos por grandes mudanças no que se refere à organização do tecido social, à distribuição populacional, às características culturais, às referências religiosas, ao modo de acolher, celebrar e viver a fé cristã ou a pertença eclesial.
Houve igualmente uma reconfiguração das comunidades cristãs, na base da qual estiveram variados motivos, dos quais salientamos: a doutrina conciliar acerca da Igreja como Povo de Deus; a afirmação dos carismas e dons do Espírito em ordem aos serviços e ministérios; as novas modalidades de exercício do ministério ordenado, aliadas a uma notória diminuição de vocações sacerdotais, a um significativo aumento dos ministérios laicais e, mais recentemente, ao aumento do número de diáconos.
As novas circunstâncias em que a Igreja de Deus vive na Diocese de Coimbra e, genericamente em toda a Europa Ocidental, exigem um olhar crente, próprio de quem acredita que a obra é de Deus, e cheio de confiança e esperança na sua bondade e misericórdia para com todos os povos e em todos os tempos.
Os novos tempos exigem igualmente uma atenção muito especial à realidade, que só pode ser vista como uma possibilidade actual de incarnação do Evangelho, como um tempo favorável de graça, que nos pede para olharmos atentamente para os sinais dos tempos.
Atento à nova situação, o papa Francisco intuiu a necessidade de uma mudança de rumo na vida e acção da Igreja, que toque todas as suas dimensões e, concretamente, a sua dimensão organizativa, para estar ao serviço de uma acção pastoral mais eficaz: “A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade” (A alegria do Evangelho 27).
A unidade pastoral está a tornar-se a base da organização pastoral da Diocese, o que nos traz algumas exigências de mudança de atitude. Não basta estabelecer ligações entre um grupo de paróquias, o que seria demasiado pouco ou até entendido como algo negativo pelo fato de se criar uma circunscrição mais vasta do ponto de vista territorial e maior do ponto de vista do número de habitantes.
A unidade pastoral é uma oportunidade que tem de ser aproveitada para: potenciar as acções de evangelização em detrimento de uma pastoral de mera manutenção e conservação; estabelecer laços cristãos e relações interpessoais alicerçadas no Evangelho, em lugar do bairrismo potenciador da divisão; criar autêntica comunhão eclesial entre as paróquias, capelanias, grupos e movimentos; desenvolver melhores meios de formação dos agentes de pastoral, dos ministros intervenientes na liturgia, dos catequistas das crianças, dos jovens e dos adultos; promover uma liturgia que seja maior expressão da fé da Igreja e melhor lugar de crescimento na espiritualidade cristã; fomentar meios de cooperação económica, administrativa e burocrática; promover a caridade organizada na Igreja.
Uma vez que a pastoral das vocações é transversal a toda a acção da Igreja, pois todo o cristão é chamado a seguir o Senhor segundo a sua vocação pessoal, a unidade pastoral tem a missão e a responsabilidade de ajudar os seus membros a fazerem um sério discernimento acerca da sua vocação na Igreja. Precisa, para isso, de constituir um serviço de acompanhamento das crianças, dos adolescentes, dos jovens ou de outros que estejam em fase de procura do seu caminho vocacional. De modo especial, promova as catequeses e os percursos vocacionais, a sensibilização das famílias para a questão da vocação dos seus filhos, a oração da comunidade pelas vocações, os retiros espirituais de tema vocacional. O serviço da pastoral das vocações da unidade pastoral, constituído pelo pároco e por leigos, será o elo de ligação com o Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações e com o Seminário Diocesano.

De acordo com as perspectivas apontadas pela Diocese na consulta efectuada em estilo de dinamismo sinodal, a unidade pastoral deve continuar a dar passos firmes e seguros como base da organização pastoral da Diocese.
Considera-se de extrema importância a promoção dos organismos de participação e co-responsabilidade já apontados noutras ocasiões como grande auxílio para que a unidade pastoral seja, de fato, expressão visível da Igreja Sinodal, na qual todos os membros têm um lugar activo e se sentem a percorrer um caminho que é de todos. A criação do conselho pastoral e da equipa de animação pastoral, bem como a responsabilização das equipas coordenadoras de cada um dos sectores da vida da unidade pastoral estão entre as iniciativas centrais.
Vem depois a organização dos aspectos ligados à administração e à gestão dos bens materiais que, de acordo com o Regulamento de Administração dos Bens da Igreja na Diocese de Coimbra, devem ter um sentido e uma orientação comunitária, evangelizadora, pastoral e espiritual, para além de serem um sinal da partilha e da comunhão.
Uma vez que a unidade pastoral tem uma dimensão mais vasta do que cada uma das paróquias que a compõem, havemos de ter um especial cuidado com o acolhimento personalizado e com a integração dos novos residentes e das novas famílias.
Ao mesmo tempo, havemos de combater o perigo da massificação por meio da construção de uma relação equilibrada entre a grande assembleia e os pequenos grupos de evangelização, de catequese, de lectio divina, de pastoral especializada ou simplesmente de oração e de partilha de vida.
 

4. CONCLUSÃO

O Plano Pastoral da Diocese de Coimbra tem como grande finalidade definir algumas linhas programáticas fundamentais, tendo em conta a realidade presente da vida da Igreja e as suas maiores necessidades, sintetizadas nos três grandes objectivos.
A formulação de algumas estratégias pretende ajudar a ver com maior clareza pontos fracos da vida das comunidades que claramente precisam de um cuidado especial e apontar caminhos muito concretos a percorrer.
A definição das actividades deixa-se ao cuidado de cada unidade pastoral, a fim de que sejam as mais adequadas às necessidades e às especificidades de cada uma delas. Do mesmo modo o calendário e o programa concreto ficam ao critério da unidade pastoral, procurando-se sempre respeitar o calendário e o programa das realizações do arciprestado e da diocese, bem como a expressão da comunhão da Igreja.
Acima de tudo, importa tomar consciência de que o Plano Pastoral é um contributo para o crescimento da fé, para a edificação da comunidade cristã e para a santificação dos fiéis. Para isso, propõe um conjunto de meios e caminhos evangélicos que hão de levar a um verdadeiro encontro com o Senhor, que hão de ajudar a transformar interiormente o coração e a iluminar a totalidade da vida dos fiéis e das comunidades.
Mais do que nunca, precisamos urgentemente de sentir que a Igreja vive da graça do Senhor, que nos gera para a fé, nos faz filhos de Deus e nos fortalece por meio do seu Espírito para produzirmos frutos de transformação do mundo.
O crescimento espiritual de cada cristão e de cada comunidade, a adesão ao Evangelho, a incarnação da fé no coração e na vida, que também se pode chamar crescimento na santidade, fruto da comunhão com Deus, é o que havemos de procurar. Como Igreja, temos o dever de proporcionar aos fiéis a possibilidade de crescerem na santidade por meio da adesão a Cristo e da vida no Espírito.

Consciente da maturidade eclesial e do espírito de abertura aos caminhos evangélicos de renovação da comunidade diocesana de Coimbra, confio-lhe o Plano Pastoral 2017-2020, esperando que os objectivos, estratégias, actividades e programas possam ser um contributo para a realização do grande plano de Deus, que é a salvação da humanidade por meio da fé como encontro pessoal com Jesus Cristo e com a Sua Igreja.
Dou graças a Deus pelo caminho de renovação que nos tem aberto e agradeço ao Povo de Deus da Diocese o grande testemunho de confiança que tem dado, quando acolhe com alegria as propostas que lhe são feitas pelo seu pastor. É, por isso, com renovada esperança que ponho este Plano nas mãos de todos, sacerdotes, consagrados e leigos.
A todos repito a exortação do Apóstolo Pedro, “Aproximai-vos do Senhor” e permanecei com Ele. A todos convido a sair alegremente pelo mundo e a trabalhar com fé e espírito apostólico para proporcionar à humanidade o conhecimento dos caminhos que conduzem ao mesmo Senhor.
Que a Virgem Santa Maria interceda pela nossa Diocese e que o Deus misericordioso nos abençoe.
 
Coimbra, 09 de Agosto de 2017
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra